terça-feira, 3 de novembro de 2026

Sinal de poder

Eleito governador de Minas Gerais, Tancredo Neves lembrou que precisava arrumar um cargo importante para um amigo de todas as horas, Feliciano Libânio da Silveira, o Sanico, hoteleiro em Alfenas. Procurou-o: “O que você deseja no meu governo, Sanico?”, perguntou. “Só uma coisa, Tancredo: quando você for anunciar o secretariado, sala lotada de jornalistas e de políticos, me chame na frente de todo mundo e cochiche qualquer coisa no meu ouvido...”. Sanico sabia que os sinais podiam ser mais importantes que os cargos.
Do quadro Poder sem pudor, da Coluna do Cláudio Humberto

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Não é bem assim

Certamente foram gestos pós-eleitorais, mas juristas acham quase cosméticas as decisões de Alexandre de Moraes sobre Débora do Batom, reduzindo em duzentos dias a pena cruel e desproporcional de 14 anos, e sobre jornalistas exilados, que continuam na mira do ministro. Da Coluna do Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
“O Supremo precisa deixar de ser uma delegacia de polícia” Rogério Marinho (PL-RN), sobre o STF constranger parlamentares pró-impeachment

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

O quase ministro

Durante anos o paulista Castilho Cabral acreditou que quase foi ministro de Jânio Quadros. Tudo por causa de um telefonema nos dias em que o presidente eleito se encontrava em Paris: “Monsieur Castilhô... Monsieur Quadrôs...”, anunciou o telefonista. A voz de Jânio apareceria em seguida: “Castilho, meu bem! Preciso de você no ministério, mas quero uma resposta agora...”. Subitamente um ruído cortou a conversa, naqueles tempos sem DDD. “Monsieur Castilhô, São Paulô...” insistia o tal telefonista, entre chiados. Era tudo uma brincadeira de dois amigos, Otto Lara Rezende (o “telefonista” parisiense) e José Aparecido de Oliveira, imitando Jânio. Do quadro Poder sem Pudor, da Coluna do Cláudio Humberto, do diariodopoder.com.br

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Crime e castigo

Se confirmada a impressionante denúncia de envolvimento de Lindbergh Farias (PT-RJ) no suborno de R$16 mil para uma mulher prestar falso testemunho, afirmando ter sido atacada pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), não impõe apenas cassação de mandato. Exige prisão. Da Coluna do Cláudio Humberto, do diáriodopoder.com.br