Entidade acusa operadora de agir de maneira sórdida contra cotas nacionais
por Marcos Bonfim, do propmark
A Apro (Associação Brasileira das Produtoras de Audiovisual) resolveu bater de frente e se posicionar diante da investida da Sky contra as cotas de produção audiovisual, aprovadas pela Congresso Nacional na lei 12. 458/2011. Em comunicado aos associados, a entidade pede para que "repliquem" as suas posições na redes sociais para minimizar os impactos da ações da operadora. A Sky, conforme informado anteriormente (leia mais aqui), começou a sua campanha para informar à sociedade o que considera "inconstitucional" e o que irá aumentar o custo da TV por assinatura no País.
Pela nota divulgada aos associados, a entidade diz que "a Sky de maneira sórdida, e em nome da democracia a qual ela se beneficia agora, sem nunca ter pago o preço, aponta o dedo para o presidente da Ancine chamando-o de forma repugnante e contestável de reacionário e controlador". A frase é uma referência às afirmações do presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista da Rocha, em recente coletiva da operadora à imprensa, quando afirmou que Manoel Rangel, diretor-presidente da Ancine, "tinha viés de controle como o que tinha a União Soviética nos anos 20", entre outras frases ácidas.
Em informe publicitário na revista Veja desta semana, a Sky critica o órgão do governo: "a Ancine está regulamentando esta lei, trazendo diversas regras ora incoerentes, ora ilegais e inconstitucionais, afetando diretamente os direitos dos consumidores e a liberdade de expressão e comunicação", para, em seguida, desenvolver uma linha de prós-contras à política de cotas.
Sonia Regina Piassa, diretora executiva da Apro, em entrevista ao propmark, disse que Rocha demonstra "um comportamento sórdido, mesquinho e mentiroso". De acordo com ela, as ações da Ancine não idealizadas por vontade própria do órgão federal, mas se "espelham um desejo da sociedade civil. "A classe C não acompanha legenda de filme. Ela quer ver produção nacional", disse. "A Sky nunca deu a mínima para o Brasil e agora quer falar em democracia", questionou Sonia.
Leia a íntegra da nota produzida pela Apro:
"Senhores Associados,
Entendemos que a maioria absoluta de nossas associadas vibrou com a aprovação da lei 12. 482, que estipula cotas de programação brasileira nas tevês por assinatura necessariamente executadas por produtoras brasileiras independentes, ou seja qualquer produtora nossa associada pode produzir conteúdo e de boa qualidade.
A SKY de maneira sórdida, e em nome da democracia a qual ela se beneficia agora, sem nunca ter pago o preço, aponta o dedo para o presidente da ANCINE chamando-o de forma incontestável de reacionário e controlador, veja no texto abaixo.
Estamos iniciando nesse momento uma campanha no Twitter para tentarmos minimizar os estragos que essa matéria que a SKY veiculou na Veja, possa provocar nos formadores de opinião e no povo brasileiro.
Democraticamente temos o legítimo direito de nos defender e contra-atacar a SKY e o faremos.
Pedimos a todos que tenham interesse repliquem nossa posição em suas redes sociais.
Atenciosamente,
Sonia Regina Piassa"
Um blog leve, solto, bem humorado, mas às vezes contundente, com informações sérias, informações nem tão sérias assim e tudo mais que der na cabeça desse blogueiro, postar.
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