No ano passado, deste "Bahia Noticias" denunciei que turistas e proprietários de embarcações estavam sendo extorquidos na marina de Itaparica a partir de um processo de "privatização" de uma obra construída pelo Estado que, na época, custou algo em volta de R$5 milhões. Depois, disse que a ilha tinha se transformado num paraíso do crime. Turistas foram espancados na mesma marina, um grupo assaltado na localidade de Ponta de Areia, que não havia policiamento e, até, que um detento tomava conta da cadeia. Na ilha, são dois municípios: Itaparica e Vera Cruz. Ambos sem policiamento e onde os assaltos e os homicídios se banalizaram. A ilha entrou em decadência impulsionada por um sistema de transporte marítimo, o ferry-boat, caótico, desorganizado, sem administração, e se o Estado não ficar atento, não demora e acontece uma tragédia na Baía de Todos os Santos. Agora, assassinaram um empresário que teve o seu catamarã invadido às 3 horas da manhã. O que querem fazer com a Ilha que já foi uma referência turística? A marina foi entregue pela Conder à Prefeitura de Itaparica que a abandonou. O sistema de policiamento é, praticamente, inexistente. Querem fazer turismo náutico internacional na baía? Como? Já está passando dos limites e não é de agora. Itaparica se transformou numa ilha do crime, da violência, do desleixo, da impunidade, do medo. Não dá, realmente não dá. É preciso uma ação do Estado, porque a prefeitura não arrecada e não está nas suas funções garantir a segurança.
(Samuel Celestino
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