terça-feira, 3 de março de 2009

ARMADURA, ESCUDO E ESPADA

09:07:16
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Não me recordo na minha longa carreira de jornalista político de governo que tenha iniciado uma gestão com uma equipe de secretários e a terminasse com a mesma. A razão está na simplicidade da lógica: durante a adnministração são necessárias adequações, porque até o processo de governar é dialético, toma caminhos impensados ditados pelas circunstâncias, por acontecimentos. Agora mesmo há uma crise econômica globalizada que atinge em cheio o Brasil, inclusive a Bahia. O presidente Lula tenta minimizá-la, com discursos diários, mas inócuos, porque os efeitos dela independem do Brasil e  ameaçam, até, sair do controle (já saiu) do pai da crise, os Estados Unidos e os países da comunidade européia. Então, é muito natural que o governo da Bahia realize uma reforma no seu secretariado, de resto já anunciada pelo governador Wagner em novembro passado, depois das eleições. Mas não tão ao mar nem tão à terra. Foi anunciada uma maxi-reforma, abatendo inúmeros secretários. Não é isso o que se passa nos bastidores do governo que, por sinal, silencia sobre mudanças, que, friso, certamente virão. O que há, no entanto, é muito exercício de imaginação. O governo não diz nada e suas boas fontes negam e até se divertem. Natural, a especulação faz parte do jogo político. Wagner terá que mudar, primeiro para realizar sua administração de forma adequada, segundo para reverstir-se de armadura, escudo espada para enfrentar o nervoso ano de 2010, de eleições gerais. Quando se atira com espingarda que espalha chumbo, alguns sempre acertam nas pombas. Só isso. É o bastante.

(Samuel Celestino)


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