quarta-feira, 17 de junho de 2009

Crise?

Nova boate de São Paulo só aceita cliente após avaliar "pedigree"

DANIEL BERGAMASCO
da Folha de S.Paulo

Quando uma garrafa de champanhe Veuve Clicquot de três litros (R$ 3.000 -ou R$ 1 por mililitro) deixa o balcão da boate Blue Pepper, a luz do ambiente cai, como em um semiblecaute. O teto e a mesa começam a piscar alucinadamente e a bebida é servida entre palitos de fósforo de cor.

"Todo mundo da casa vai ficar prestando atenção no foguinho e falar: Pô, esse cara [que comprou a garrafa] fez desligar a casa quatros vezes nesta noite", explica Ahmad Yassin, 28, sócio com o irmão Mohamad, 25, da casa inaugurada ontem, nos Jardins.

Longe dos debates sobre os problemas econômicos mundiais -tanto mais sobre os nacionais-, prolifera em São Paulo um circuito de boates de altíssimo luxo, focadas em jovens da classe chamada por publicitários de "A-gargalhada", devido ao som dos repetidos "As".

Também ontem, o Itaim Bibi ganhou outra casa desse nicho, a "pré-balada" B4 (ou "before" -"antes", em inglês), que só poderá ser frequentada por "members" (membros). Para ser um deles, é preciso ser convidado ou se inscrever e ser aprovado por um conselho.

Entre os sócios, estão os filhos do arquiteto João Armentano e do estilista Ricardo Almeida, que faz os ternos do presidente Lula.

Apesar da gratuidade, o público-alvo é semelhante ao da Blue Pepper, que cobra entrada masculina de R$ 300 -em visitas de DJs internacionais, o preço pode chegar a R$ 1.000.

Editoria de Arte/Folha Imagem


comentário do blog: Devem ser parentes do Sarney, do Lula ou do José Dirceu...

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