EDMAR NOVAMENTE
RIO – Tancredo era o candidato do PSD ao governo de Minas contra Magalhães Pinto, da UDN, em 1960. Tancredo tinha a maioria do partido. Foi chamada uma agência de publicidade do Rio para preparar, no maior sigilo, o lançamento espetacular do nome de Tancredo Neves.
Um dia Belo Horizonte acordou coberta de cartazes coloridos. Um punho fechado com o dedão para cima, escrito apenas: TN. Nos muros, calçadas, jornais, rádios, TVs, era TN, TN, TN o dia todo, a noite toda. TANCREDO
No dia seguinte, a cidade amanheceu pregada de imensas faixas nos postes, nas árvores, no alto dos edifícios. E as rádios, as TVs, os jornais, também todos, unânimes, em letras exatamente do mesmo tipo das dos cartazes da véspera: THIBAU NOVAMENTE. E grifados o T e o N.
Era Nelson Thibau, que tinha sido candidato a prefeito de Belo Horizonte em 1958 e perdido, e em 60 estava saindo para vice-governador, chupando a campanha de Tancredo. A agência ficou uma fera. Tancredo, à mineira, não disse nada. Thibau gargalhava. Os dois perderam. Ganharam Magalhães Pinto para governador e Clovis Salgado para vice.
O RADIALISTA
Na década de 80, o radialista Edmar Moreira era sucesso total na programação radiofônica do Vale do Aço mineiro e de cidades vizinhas. Seu programa diário, de forte apelo popular, registrava os maiores índices.
Depois de muitas insistências de partidos políticos e amigos, que lhe asseguravam uma eleição tranqüila para a Assembléia Legislativa de Minas, o radialista resolveu candidatar-se a deputado estadual em 1990. Fez ampla campanha junto a seus ouvintes, com o apoio da rádio em que trabalhava, alertando-os para a sua ausência temporária na programação e pedindo votos. Já na reta final da campanha e sem o seu veículo maior de comunicação, o rádio, o Vale do Aço e cidades vizinhas amanheceram tomadas por outdoors em toda parte, todos os cantos, trazendo apenas o nome de Edmar Moreira e o número, e nada mais.
O CASTELEIRO
A região votou em peso naquele número. Mas o Edmar Moreira do numero do outdoor não era o Edmar Moreira do rádio.Era outro, ex-capitão da Policia Militar, empresário de segurança privada, candidato a deputado federal, que se elegeu, enquanto o Edmar Moreira radialista perdeu.
O eleito era o mesmo Edmar Moreira de agora, o dono do castelo, já desde aquela época expert em sabedorias e estripulias, e que acaba de ser absolvido pelo Conselho de Ética da Camara.
MAGALHÃES
Nelson Rodrigues pôs a frase na boca de Otto Lara Rezende:-“Mineiro só é solidario no câncer”.No centenario ao menos não é. Domingo passado, 28 de junho, foi o centenário de nascimento de Magalhães Pinto. Tempos houve em que qualquer aniversario dele era saudado, badalado, bimbalhado pela imprensa escrita,falada e televisada de Minas como uma festa nacional Quer dizer, sabe-se hoje, do Banco Nacional. Porque agora nem um traque lhe soltaram. Só a família, no Rio, mandou celebrar missa na PUC.
A imprensa nacional já se sabe como é. Mas da imprensa mineira, que tantos anos viveu sob seu generoso guarda-chuva, esperava-se no mínimo um registro.Nem isso. Será que a exceção de Nelson Rodrigues ainda vale?
BIAZINHO
E a velha Minas está indo embora. Morreu na semana passada, em Barbacena, aos 86 anos, o deputado Crispim Jacques Bias Fortes, quatro vezes deputado federal, pai da prefeita da cidade, Danusa Bias Fortes.
Biazinho era filho e neto de governadores de Minas, ambos Bias Fortes. Com esse titulo, restou o ex-deputado Israel Pinheiro Filho, também filho e neto de governadores:Israel Pinheiro e João Pinheiro. Israelzinho vive em Salinas, onde faz a cachaça “Cubana”, prima da “Havana”.
DILMA
A revista “Piaui”, de banqueiros, por banqueiros, para banqueiros,
na edição de julho, nº 34, que está nas bancas, publica reportagem do Luiz Makluf Carvalho, como sempre muito criteriosamente pesquisada, sobre a ministra Dilma Roussef, a candidata do PAC, Lula, PT e adjacências. Criou-se uma polemica. O síte da Casa Civil diz que a ministra é “mestre em teoria econômica pela Universidade de Campinas, a Unicamp,e doutoranda em economia monetária e financeira pela Unicamp”. O diretor de registro Acadêmico da Unicamp, Antonio Fragiani, afirma que ela “nunca se matriculou em nenhum curso de mestrado na Unicamp”.
PDT
Dilma responde : - “Fiz o curso de mestrado, mas não o conclui e não fiz dissertação. Voltei em 98 para fazer o doutorado, virei ministra e não concluí o doutorado”. O coordenador de pós-graduação da Unicamp, Antonio Carlos Brandão, atesta que “Dilma foi aluna regular do curso de pós-graduação (mestrado) de março de
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