quinta-feira, 6 de agosto de 2009

DEU EM O GLOBO

Estagiário denuncia suposto esquema no Piauí

Jovem de 21 anos, petista, denunciou repasses irregulares a pessoas ligadas ao PT, partido do governador

De Efrém Ribeiro:

Filiado ao PT, filho de militante petista e estudante de Direito de 21 anos, o ex-funcionário da Emgerpi (Empresa de Gestão de Recursos do Estado do Piauí) Jaylles Ribeiro Fenelon se transformou na primeira pedra no sapato do governador do estado, Wellington Dias, também petista.

Jaylles denunciou que a Emgerpi, que coordena as obras em todos os setores do estado, estava fazendo contratos sem licitação, além de depósitos em contas de parentes e pessoas ligadas a candidatos do PT, em prefeituras no interior, de recursos do Ministério da Saúde para o combate à dengue. Em menos de um mês, essas denúncias derrubaram a diretora presidente da empresa, Lucile Moura.

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar as denúncias. Lucile foi afastada do cargo pouco depois que os agentes da Polícia Federal prenderam o soldado da Polícia Militar Allan Alesse Cruz e o cinegrafista João Batista. O PM tinha um revólver calibre 38 sem registro. A mando do chefe de Segurança da Emgerpi, eles tinham a missão de vigiar e filmar Jaylles. Marco Aurélio também acabou preso.

Pelos cálculos de Jaylles, foram fraudados contratos e feitas obras e serviços sem licitação em torno de R$ 120 milhões. Ele disse que começou com estagiário e foi crescendo dentro da empresa, ocupando cargos no setor financeiro, até trabalhar na assessoria do gabinete de Lucile.

Jayllles disse que não está a serviço de políticos, e sim da sua consciência. Ele afirmou não ter medo de intimidações e que primeiro procurou Lucile para falar das irregularidades, em 22 de maio. No dia seguinte, enviou uma carta ao governador. Acabou demitido do cargo em comissão.

Jaylles disse que tem várias provas de irregularidades na Central de Controle de Licitação, a qual chamou de "Central de Falsificação". O ex-servidor da Emgerpi afirmou ainda que as irregularidades tinham como finalidade financiar a campanha política de 2008.

O processo corre em sigilo na Justiça. A ex-presidente da Emgerpi Lucile Moura afirmou que Jaylles viu "chifre em cabeça de cavalo" quando imaginou que estivesse comprovando irregularidades em obras com os documentos que levou à Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. Dias disse que confia na Polícia Federal e que afastou Lucile porque ela pediu e elogiou a funcionária.

do blog do Noblat

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