Um blog leve, solto, bem humorado, mas às vezes contundente, com informações sérias, informações nem tão sérias assim e tudo mais que der na cabeça desse blogueiro, postar.
quinta-feira, 15 de setembro de 2022
Algodão colorido
O deputado Adail Barreto (CE) voltou da União Soviética maravilhado com uma plantação de algodão colorido que visitara. Contou a novidade aos trabalhadores de sua fazenda, em Iguatu, no Cariri. Um deles ouvia a conversa enquanto pitava o cigarro de palha. E desdenhou: “Algodão colorido, doutor? Não acredito.” O deputado garantiu. “Pois eu vi.” O homem concluiu: “Então eles adubaram a terra com esterco de pavão...”
a seção Poder sem Pudor da Coluna de Cláudio Humberto do Diário do Poder
quarta-feira, 14 de setembro de 2022
Falta credibilidade
Weverton Rocha (PDT) foi à forra com o “falecido” Ibope, que hoje se chama Ipec, ao divulgar a pesquisa para o Senado no Maranhão em agosto de 2018. Ele aparecia em 5º com 11%, acabou eleito com 35%.
Lorota em números
O Ipec (ex-Ibope) indicou que 37% dos brasileiros se identificam com a direita, 35% com o centro e 26%, a esquerda. Ainda assim: Bolsonaro teria 31% e Lula 46%, segundo a pesquisa eleitoral do mesmo instituto.
da Coluna do Cláudio Humberto, do Diário do Poder
https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/se-reeleito-bolsonaro-so-tera-adversarios-chefiando-o-stf
censura confirmada
TSE veta imagens que assustaram opositores de Bolsonaro no 7 de Setembro
É como se o presidente não pudesse ter aparecido como tal, no evento
Jair Bolsonaro falando a uma multidão inédita, na praia de Copacabana, no 7 de Setembro.
As imagens de multidões concentradas para ouvir o presidente Jair Bolsonaro (PL) não incomodaram apenas os partidos de oposição, que parecem ter ficados assustados com a demonstração de força política do candidato à reeleição, mas também dos seus opositores em outras áreas.
Nesta terça (13) à noite, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve por unanimidade a decisão do ministro Benedito Gonçalves de vetar o uso de imagens das celebrações do 7 de setembro na propaganda eleitoral do candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).
A decisão do TSE, que os bolsonaristas consideraram “abusiva”, é inédita. Só para lembrar os casos mais recentes, tanto Lula quanto sua sucessora Dilma Rousseff (PT) eram presidentes e candidatos à reeleição, quando participaram dos eventos de 7 de Setembro e nem por isso foram proibidos pela Justiça Eleitoral de mostrar suas imagens, tampouco a estatal de comunicação foi obrigada a “remover” o conteúdo.
O ministro relator se impressionou com o número de pessoas que viram as imagens nos canais da TV Brasil, inclusive na internet, que, segundo ele, acumulou quase 400 mil visualizações. Por isso determinou a “remoção” do trecho do vídeo que mostrava o presidente.
A alegação para a censura é que as imagens, mostrando fatos, poderiam “ferir a isonomia entre candidatos e candidatas da eleição presidencial”, como se o atual presidente não pudesse aparecer como tal, no exercício do cargo e liderando as comemorações do Bicentenário da Independência.
A decisão do ministro foi proferida no sábado (10) e motivada por uma ação da campanha de Lula (PT), que alegou “abuso de poder político e econômico” e “uso indevido dos meios de comunicação”, que na verdade apenas fizeram cobertura jornalística dos fatos.
do Diário do Poder
terça-feira, 13 de setembro de 2022
Uma multidão recorde se concentrou no canteiro central da Esplanada para ouvir Bolsonaro - Foto: TV Brasil.
Imagens de multidão do dia 7 não estão proibidas
A decisão do ministro Benedito Gonçalves não proíbe a utilização de imagens de multidão nos comícios de Jair Bolsonaro (PL) em Brasília ou no Rio. Isso fica claro na leitura das 15 páginas da decisão do corregedor do TSE. O PT pediu proibição total, mas foi atendido parcialmente, apenas. Gonçalves vetou exatos 8 minutos de imagens do evento oficial, 6 deles do presidente, e proibiu a TV Brasil de cedê-las para divulgação.
Censura do susto
As manifestações do Dia 7, que levaram milhões às ruas em todo o País, assustaram a oposição a Bolsonaro, daí a tentativa de proibição total.
Não é fake?
Apesar da lorota, o TSE não dá tratamento de “desinformação” ou “fake news” às manchetes que ignoraram a decisão tal como foi adotada.
Assim é que se faz
O TSE também não chamou de “fake news” manchetes sobre “apuração paralela” de votos por militares. Preferiu nota de desmentido.
da Coluna de Cláudio Humberto, do Diário do Poder
https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/moraes-libera-ate-8-viagens-por-mes-para-auxiliar
segunda-feira, 12 de setembro de 2022
Você decide
A partir desta segunda (12), faltam exatos 20 dias para a eleição deste ano. A depender do instituto, a corrida presidencial está apertada e indefinida, ou já tem um vencedor claro até mesmo no primeiro turno.
da Coluna do Cláudio Humberto do Diário do Poder
Caso Witzel
A três dias da eleição no governo do Rio, em 2018, o Datafolha garantia que Wilson Witzel era o quinto colocado na disputa, atrás inclusive de brancos e nulos, empatado com o candidato do Psol. Ele venceu o 1º turno com 41%.
da Coluna do Cláudio Humberto do Diário do Poder
Golpistas do WhatsApp
Percival Puggina
Os golpistas do WhatsApp agem há muitos anos com total liberdade, a ponto de a plataforma se transformar no novo espaço de nossas cautelas e receios. Roubos de contas e de identidade, achaques a amigos de grupos, “narrativas” de sequestros de parentes, o diabo. Não sei se qualquer desses casos saiu do balcão da delegacia para a mesa de um promotor e foi desembocar no gabinete de um juiz. Mas sei que se por lá chegou, “não deu nada”. Esses patifes só incomodam a sociedade – quem por ela nessas horas? – e estão sob salvaguarda de uma legislação penal que se tem por virtuosa e moralmente superior à sociedade. Nesta, com seus anseios por encarceramentos e segurança, vivem as repreensíveis vítimas da bandidagem.
Agora, os “golpistas do WhatsApp” são respeitados homens de empresa, cuja periculosidade, a olhos policiais, senatoriais e judiciais, se agrava com a potencialidade de seus recursos financeiros. Aprendeu essa, leitor amigo? Marx já advertia sobre os “perigos” do capitalismo. O marxismo, claro, levou miséria e morte a centenas de milhões de lares e coube ao capitalismo resolver a encrenca, mas isso não é coisa que se diga contra acusações tão severas.
Severíssimas. Eu li toda a decisão. Foi como viajar com Aladdin no seu tapete mágico observando o movimento de fantasmas nas esquinas digitais. Foram 15 minutos que valeram mais 15 de insônia porque entre hipóteses, possibilidades e probabilidades, ilações, insinuações, presunções, indícios e mal fixados pontos de vista, nada vi que não se dissolvesse no ar. Sólido, mesmo, é o perigo que o ministro percebe em cada conservador e apoiador do atual governo.
Somos tratados como não pessoas de uma não sociedade. Ela sequer é percebida pelos que dizem defender a democracia e o estado de direito. Pois sirvam-me isso e liberdade que estarei bem servido! Mas não me venham quebrando inocentes ovos de primeira para fazer omelete de terceira, porque o que está posto à mesa não guarda mais qualquer semelhança com o que diz o cardápio constitucional.
Abro jornal e levo um golpe por dia.
Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.
Do Diário do Poder
https://diariodopoder.com.br/opiniao/golpistas-do-whatsapp
domingo, 11 de setembro de 2022
Pode confiar?
Tinha 95% de “nível de confiança” o Datafolha de 19 de setembro de 2014, a duas semanas da votação, que apontava um segundo turno entre Dilma (PT) e Marina Silva (então no PSB): 37% a 30%. Deu no que deu.
da Coluna de Cláudio Humberto, do Diário do Poder
A falta da educação antiga
A jornalista Basília Rodrigues, a "Dilma" da CNN, volta a atacar. Desta vez ela afirmou que na bandeira do Brasil está escrito "independência ou morte". Em outra ocasião declarou que Chile e Equador "não fazem parte da América do Sul". Quando criticada, alegou que foi "racismo" e não crítica por burrice espetacular. Pois é.
da coluna de Marcel Leal, do Jornal A Região.
quinta-feira, 8 de setembro de 2022
Mentira, não
O comício de Leonel Brizola atraiu uma multidão em Cruz Alta (RS). “De 10 a 12 mil pessoas”, exultou da janela da prefeitura o dr. Schmidt, médico e prefeito da cidade. Mas, de repente, naquela época pré-celular, ouviu uma jovem repórter ao telefone: “...um fracasso, no máximo 1.500 pessoas”. Ele não se agüentou: “Não faça isso, a senhora está mentindo. Tem várias vezes mais pessoas.” Ela se aborreceu: “A notícia é minha, mando a que quero.” Ele reagiu de bate-pronto: “Pois o telefone é meu” – disse ele, arrancando-lhe o aparelho das mãos – “e nele você não manda mentira.”
Quadro Poder sem pudor, da coluna do Cláudio Humberto, no Diário do Poder
Nota do blog: Não é de hoje que a imprensa cuida mais da versão do do fato.
Fato relevante
O apoio do prefeito do PSB de Guarulhos pode representar um ponto de inflexão da candidatura à reeleição do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia. Gutti dirige o segundo maior colégio eleitoral do Estado.
da coluna do Cláudio Humberto, do Diário do Poder
100 anos do rádio: desafios e tendências para o futuro
Emissoras apostam em estratégia multiplataforma para aumentar sua
participação nos investimentos dos anunciantes e apostam em futuro para além
das telas
Taís Farias No Brasil, o dia 7 de setembro é marcado pelo feriado da
Independência. No entanto, também é nessa data em que se comemora o aniversário
do rádio, que em 1922 fez sua estreia no País, com a transmissão do discurso do
então presidente Epitácio Pessoa. Os dados mostram que o rádio chega aos cem
anos fazendo parte do dia a dia das pessoas.
Os âncoras da BandNews FM, Carla Bigatto, Sheila Magalhães e Luiz Megale, no
estúdio da emissora em São Paulo (Crédito: Renato Pizzutto) Em setembro do ano
passado, o estudo Inside Radio 2021, da Kantar Ibope Media, pesquisou 13 regiões
metropolitanas e apontou que 80% dos brasileiros consomem rádio. O número
representa um aumento de dois pontos percentuais, na comparação com o ano
anterior. Em média, cada ouvinte passaria 4 horas e 26 minutos conectados com o
meio.
Tradição e inovação: a dicotomia do esporte no rádio
Sobre o perfil desses consumidores, a pesquisa mostrou que 52% são mulheres e
48% homens. As pessoas da classe C lideram o consumo dessa mídia, com 43% do
total. No entanto, são seguidas pelas classes A e B com 40%. Com relação a
idade, o maior número de ouvintes tem mais de 60 anos (21%), na sequência
aparecem os públicos de 30 a 39 anos (20%) e de 40 a 49 anos (19%). Já na rádio
web, emissoras que fazem sua transmissão via internet, o público muda. 57% têm
entre 20 e 39 anos. Se no tocante ao consumo as flutuações são visíveis, quando
o assunto é a fatia que o rádio abocanha nos investimentos de mídia dos
anunciantes o tom é de estabilidade. De acordo com dados do Cenp-Meios, se em
2020 o rádio representava 4,2% do total de investimento em mídia, no ano
passado, a taxa caiu para 3,1%. Na comparação, o meio está à frente do cinema,
das revistas e dos jornais. Porém, perde para o out-of-home, a TV paga, a
internet e a TV aberta.
Estratégia das emissoras de rádio para crescer
Nesse sentido, como as emissoras enxergam o desafio de fazer o share do rádio
crescer? Uma das apostas do setor é de que, com a ida para novas plataformas e o
posicionamento como provedor de conteúdo, os anunciantes também possam a
transitar entre os meios. Mais do que a mera exposição de marca, é possível
pensar em soluções personalizadas, como o branded content
Rádio nas estradas: CCR FM amplia modelo de negócio com publicidade
“O rádio ganha possibilidades com seu desdobramento multiplataformas, onde um
conteúdo ao vivo pode ser reaproveitado e reempacotado para distribuição nos
streamings. Rádios com transmissão simultânea das imagens dos estúdios ganham
interesse. Essa mescla entre formatos e mídias apontam caminhos onde se abrem
possibilidades de investimentos”, explica Bia Ambrogi, presidente da Associação
Brasileira das Produtoras de Som. Essa conexão com outros formatos ajudaria o
rádio a conquistar uma fatia maior dos investimentos. “Parte da verba
publicitária, antes considerada web, na verdade volta para o produtor de
conteúdo de áudio, uma vez que ele adota esse canal de distribuição”, ilustra o
diretor superintendente do Sistema Verdes Mares, Ruy do Ceará. Rodrigo Neves,
presidente da Associação das Emissoras Rádio e Televisão do Estado de São Paulo,
cita o exemplo de outros países da América Latina, em que o share do rádio chega
a até 16% do investimento em mídia dos anunciantes.
Tendências para o futuro do rádio
Nesse contexto, quando pensam em tendências, as emissoras apostam no áudio como
uma alternativa ao excesso de telas. “As pessoas estão ficando saturadas e
procurando maneiras de fugir desses espaços que impulsionam sintomas psíquicos,
como a ansiedade e depressão. O rádio vai ser um refúgio para evitarmos as
inúmeras notificações de um celular”, defende o gerente comercial da Gazeta FM,
Nilson Bezerra. A facilidade de entrar na rotina das pessoas, já que não existe
concentração exclusiva, também é uma aposta. Em paralelo, cresce o uso de smart
speakers e outras ferramentas controladas por áudio. “Ninguém tem domínio da voz
como o rádio”, opina o presidente da Aesp.
Podcasts de true crime viram produções audiovisuais e livros
De acordo com os executivos, o fator da acessibilidade também pesa para
facilitar a entrada do público. “Por ter um baixo custo e ser acessível, o rádio
nos permite entrar no ar de qualquer parte do Brasil, desde sempre. Dessa forma,
ele consegue ter uma acessibilidade econômica para todas as frentes, o que o
torna um meio dos mais adaptáveis e economicamente sustentáveis”, destaca Ruy do
Ceará. Apesar dos desafios, Flávio Lara Resende, presidente da Associação
Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, não titubeia e defende a
longevidade do rádio: “Já anunciaram a morte do rádio muitas vezes, mas tenho
certeza de que ele anunciará mais uma revolução tecnológica”. Do Meio e mensagem
Publicação original:
https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2022/09/08/100-anos-do-radio.html
Desfile revela falta de noção institucional dos chefes de Poder ausentes
Ausência revela autoridades mais preocupadas com as próximas eleições
O governador Ibaneis Rocha e os presidentes Jair Bolsonaro e Marcelo Rebelo de Souza: institucionalidade.
Cláudio Humberto
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), não teria atendido ao pedido do Palácio do Planalto para permitir o acesso de caminhoneiros à Esplanada dos Ministérios, neste 7 se setembro, mas, apesar de tensões provocadas pela suposta recusa, ele esteve no palanque ao lado do presidente Jair Bolsonaro para celebrar o Bicentenário da Independência do Brasil.
O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, enfrentou momentos de constrangimento, há cerca de dois meses, quando em 9 de julho Bolsonaro cancelou audiência em que o receberia para demonstrar desagrado com a gafe diplomática do português, que, ao chegar ao Brasil, primeiro se reuniu com Lula (PT), chefe da oposição, e não com o chefe de Estado anfitrião.
Ibaneis Rocha e Marcelo Rebelo de Sousa têm em comum noção exata a institucionalidade dos cargos que ocupam, bem ao contrário de autoridades como os presidentes da Câmara, Arhur Lira, do Senado, Rodrigo Pacheco, e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, talvez mais preocupados com a próxima eleição do que com os papéis de chefes de Poder.
O governador do DF se comportou como o gestor público da cidade que hospeda os Poderes da República e, como tal, sua obrigação era estar presente, além do fato de ser mais um brasileiro interessado em demonstrar orgulho pela História de 200 anos celebrada neste Dia 7.
O presidente de Portugal atravessou o oceano Atlântico para atender ao convite do governo brasileiro, cumprindo o papel institucional que lhe cabe como representante máximo do antigo colonizador, hoje celebrando o Bicentenário da independência de sua antiga e mais importante ex-colônia. Já os presidente do Senado e do STF não conseguiram sair de suas casas no Lago Sul, em Brasília, para vencer os poucos quilômetros que os separavam da Esplanada. O da Câmara não se moveu de Alagoas.
Na prática, o trio Lira-Pacheco-Fux fez mais do que se ausentar do desfile de 7 de Setembro, o que já seria incompreensível. Mais que isso, os três se recusaram a sair na foto da História, no evento mais importante da data magna da nacionalidade: os 200 anos da Independência do Brasil.
Se a ideia foi manter distância de Bolsonaro, mal disfarçam o gesto de simpatia a seus adversários.
Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Publicação original:
https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/desfile-revela-falta-de-nocao-institucional-dos-chefes-de-poder-ausentes
O horário eleitoral morreu. Vida longa ao horário eleitoral!
O horário eleitoral gratuito na TV e no rádio começou e, com ele, voltou uma antiga discussão: é possível que com tantas opções de entretenimento a propaganda política consiga mudar o rumo de uma eleição?
A dúvida se justifica. Em 2018, Geraldo Alckmin, candidato com maior tempo de TV (11 minutos), terminou em quarto lugar, com menos de 5% dos votos. O vencedor, Jair Bolsonaro, tinha 16 segundos e angariou 46% dos votos válidos.
Mesmo assim, o que se viu entre os partidos agora foi um enorme esforço para formar alianças que poderiam justamente render alguns segundos a mais na TV e no rádio. Por quê?
Há algumas hipóteses para isso.
A mais lembrada é a de que é falso dizer que Bolsonaro não teve tempo em rede nacional. A facada em Juiz de Fora garantiu ao então candidato espaço muito mais amplo e valioso nos principais jornais do que ele poderia ter de outra forma.
A outra hipótese, menos lembrada, é a de que o horário eleitoral possui limites que ultrapassam as mudanças tecnológicas. No distante ano de 1989, ainda sem celular e internet e quando a propaganda política contava com impressionantes 2 horas e 30 minutos, Ulysses Guimarães tinha o maior tempo entre os candidatos: 22 minutos diários. Ficou em sétimo, com 4,73% dos votos. Lula e Collor, que foram ao segundo turno, tinham 10 minutos cada.
Assim como em 2018, isso é o que costuma acontecer em eleições “atípicas”. A de agora, por outro lado, dá sinais de acomodação.
Antes outsider, Bolsonaro vestiu o figurino de candidato clássico. Hoje, está em um partido tradicional e formou uma coalização que lhe garantiu o segundo maior tempo de TV. Além disso, os dois líderes isolados nas pesquisas já foram presidentes. Há pouco espaço para novidades.
Antonio Lavareda, sociólogo e presidente do Conselho Científico do Ipespe, deu uma rica entrevista a Ricardo Noblat no Metrópoles. Nela, estabelece três pontos que podem servir de bússola para o que pode acontecer no País nas próximas semanas:
"[...] são 43% os eleitores brasileiros que dizem que a TV é sua principal fonte de informação sobre política. Perto da soma dos que apontam as redes sociais (24%) e os que mencionaram portais, blogs e sites (23%). Estamos falando de cerca de 67 milhões de eleitores."
“Nos Estados Unidos, berço da internet, das redes sociais e também do marketing eleitoral, está ocorrendo a campanha de “midterms”, as intermediárias, neste ano. [...] Nelas, o dispêndio com propaganda na TV será quatro vezes e meio maior do que todo gasto com digital, redes incluídas. Será que eles estão jogando dinheiro fora?"
"Por último, recordo que, [...] o contingente de seguidores de Joe Biden nas redes sociais equivalia a apenas cerca de dez por cento do de Donald Trump, seu adversário. Não obstante, como sabemos, o democrata derrotou o incumbente."
Isso quer dizer que redes terão efeito reduzido na eleição deste ano e o tempo de TV deve mudar o resultado do pleito?
A resposta é não.
O que essas informações apontam é que a política, enfim, deve chegar a um momento de maior integração entre as tecnologias, seja a TV, o rádio, a internet e qualquer uma das plataformas digitais. Algo que já tinha sido incorporado pelos candidatos que se saíram melhor em 2018.
As redes funcionam melhor para eleitores já convencidos do voto. Os perfis oficiais dos candidatos são um espaço para reforçar opiniões, combinar estratégias e recolher argumentos para as rodas de conversa, digitais ou face a face. Também são instrumentais para os mais desconhecidos identificarem tendências e levarem suas propostas de forma segmentada a grupos que tendem a uma maior convergência com as bandeiras que defendem.
O que observei nos primeiros dias de horário eleitoral foram propagandas que, de forma geral, têm isso em mente. É fácil achar ali material compartilhável, curto e de fácil entendimento, conteúdo que está se desdobrando em stories e Reels para o Instagram, vídeos do Tik Tok e correntes de Whatsapp e Telegram.
Candidatos aproveitam a audiência incidental e reforçam o convite para que quem assiste os siga nas redes e procure seus nomes no Google, canais onde terão mais espaço e formatos para apresentar suas ideias. E, claro, há quem, numa face mais radical desse pensamento, procura se tornar meme para viralizar fora da TV.
A TV continua fundamental, mas se usada de forma integrada e em sinergia com o mundo digital. O horário eleitoral morreu. Vida longa ao horário eleitoral!
Luan Freires é gerente de comunicação da CDN
Publicado originalmente no Propmark
https://propmark.com.br/opiniao/o-horario-eleitoral-morreu-vida-longa-ao-horario-eleitoral/
quarta-feira, 7 de setembro de 2022
terça-feira, 6 de setembro de 2022
Life centricity: um novo desafio para as marcas
Pesquisa da Accenture revela que hábitos de consumo e prioridades dos clientes são influenciados por fatores externos, enfraquecendo a tendência customer centric
Giovana Oréfice
(Crédito: VectorMine/shutterstock)
Inflação, mudanças climáticas e movimentos sociais e culturais vêm ganhando cada vez mais força na vida dos consumidores. É o que revela o estudo The human paradox: From customer centricity to life centricity, realizado pela Accenture Song neste ano. Para 72% dos indivíduos, fatores externos têm mais impacto em suas vidas do que no passado. Ao todo, foram ouvidos cerca de 26 mil consumidores em 22 países, entre janeiro e fevereiro de 2022.
As rápidas mudanças no mundo tem reflexo direto no consumo, uma vez que as pessoas querem também que as marcas acompanhem e estejam em consonância com as transformações. Ao mesmo tempo em que 64% desejam que empresas respondessem mais rápido a tais mudanças, 88% dos executivos acreditam que os clientes estão mudando mais rápido do que a capacidade de seus negócios de acompanhar as movimentações.
“Existe uma mudança da importância ao redor das marcas de serem sustentáveis e de terem propósito, e isso levou para o que chamamos de aceleração de mudança de expectativas, ou por decisão do consumidor ou por fatores externos, e que passaram a trazer desafios para as empresas”, afirma Flaviano Faleiro, líder da Accenture Song para mercados em crescimento. Segundo ele, a pandemia foi um fator de aceleração, mas há também a questão da evolução tecnológica e demais crises enfrentadas durante os últimos tempos, como políticas e econômicas, por exemplo.
O estudo indica ainda que as companhias enfrentam atualmente uma crise de relevância generalizada e que, daqui para frente, devem trabalhar para tornar a vida dos consumidores, de fato, mais simples. Algumas soluções são recorrer a dados, IA e especialistas, combinados com a experiência humana, para entender as reais necessidades dos clientes de acordo com o momento em que eles estão vivendo.
Nos EUA, apenas 35% dos clientes estão satisfeitos com as marcas
“Novas tecnologias vêm permitindo novas maneiras de se engajar. Enquanto marca, uma empresa pode se perguntar: para onde eu vou? Como eu continuo crescendo e sendo relevante?”, declara o executivo da consultoria. “Em alguns casos isso é a sobrevivência do próprio negócio, em outros é uma maneira de aproveitar a onda de inovação e ser relevante para os clientes do futuro. Não é só uma relevância com os consumidores, mas com a sociedade e em todos os pontos que tocam uma organização”, completa.
Contudo, a Accenture alerta para o fato de que números não são tudo. Ainda que a tecnologia tenha um papel importante para marketing e diversas outras áreas de uma empresa, é preciso tratá-los cada vez mais como seres humanos, vulneráveis aos fatores externos à transações, em vez de apenas consumidores.
O recado vale também para as empresas de comunicação, como agências, por exemplo, que sempre tiveram como foco antecipar demandas e entender o que cria diferentes efeitos no cliente. “Por um lado, o desafio é comunicar, mas não mais de uma maneira massificada. Em 90% dos casos há um impacto maior se conseguirmos conversar diretamente com o indivíduo”, comenta Faleiro. “Ao mesmo tempo, há uma expectativa de que a experiência esteja dentro do contexto correto, da uma maneira mais eficiente possível, muitas vezes automatizada em tempo real”.
Para o executivo, a tecnologia chega para endossar a criatividade, uma vez que a tecnologia e seus diversos desdobramentos – desde inteligência artificial ao metaverso – trouxeram muito mais possibilidades para a cultura criativa de criar impacto e relevância.
O grande paradoxo, tema central da pesquisa, aparece no momento em que os consumidores têm a si próprios como prioridade, mas querem mudanças efetivas para os outros; pegam as responsabilidades para si, porém tem o anseio de que marcas estejam ao seu lado; priorizam valores, mas não o custo disso (65% responderam que aumentos de preços os levaram a selecionar marcas de baixo custo em compras recentes); e quando se importam com o impacto que tem no mundo mas não sabem como agir em relação a isso.
Neste sentido, quase 70% dos consumidores estão preocupados com o impacto das mudanças climáticas, mas ainda buscam maneiras de colocar a sustentabilidade acima de outras necessidades. “Hoje, o cliente tem um senso maior de propósito e de ter certeza que está interagindo com marcas que sejam sustentáveis, mas ainda existe um componente muito grande de desinformação. Quanto mais isso for divulgado, maior será esse esse ponto”, explica o líder da Accenture Song.
Do Meio e Mensagem
Investimento em marketing digital aumenta em 70% das empresas na América Latina
Os investimentos em marketing digital correspondem a 60% do todo, percentual que deve aumentar para 85% nos próximos cinco anos, aponta pesquisa
70% das empresas na América Latina aumentaram os investimentos em marketing digital em 2021 e pretendem manter a trajetória ascendente nos próximos anos. Números que reforçam a relevância que o meio ganhou nos últimos anos, especialmente ao longo da pandemia. Os dados estão no estudo "Marketing Digital na América Latina", desenvolvido pela NTT DATA e a MIT Technology Review.
Hoje, os investimentos em marketing digital correspondem a 60% do todo, percentual que deve aumentar para 85% nos próximos cinco anos, segundo os entrevistados, líderes em 60 empresas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru.
A pesquisa reflete também o crescimento do marketing digital nos últimos 3 anos, que fez saltar de 40% para 90% o percentual de empresas que atualmente desenvolvem estratégias de comunicação para o meio. Além disso, 44% afirmaram que atingiram os objetivos (KPIs) nas suas áreas de negócio e 57% que seguem um planejamento anual das campanhas, partindo de um alinhamento mais geral para a personalização diante das jornadas dos clientes.
Entre as ferramentas mais importantes para as empresas, estão o CRM, 82%, SEO 59%, ferramentas de gerenciamento de campanhas, 57%, e de escuta social, 38%. Apesar da elevada consideração, ainda é relativamente baixo o número de organizações que possuem ferramentas tecnológicas como visualização de dados, analytics e SEO - além de ativos digitais como redes sociais, site ou CRM - apenas 40%.
O estudo ainda identificou qual a rede social favorita das companhias, que elegeram o Instagram como a principal, 87%. Na sequência, ficaram o Facebook, 76%, o LinkedIn, 53%, e o YouTube, 53%. O TikTok, plataforma queridinha do momento, aparece em quinto lugar com 18%. Segundo as empresas, a expectativa é de que a rede da ByteDance suba ao longo de 2022 e chegue à terceira colocação.
“Alcançar o cliente, para que ele adquira os produtos ou serviços, é um grande desafio para os profissionais de marketing. E se algo se aprendeu nos últimos anos, marcados mais do que nunca pelas necessidades das empresas e dos consumidores, é que é obrigatório adaptar-se, ser flexível e utilizar as ferramentas adequadas e atualizadas”, complementa Ricardo Cury, head de Customer & Innovation e líder de Marketing Digital da NTT DATA Brasil.
do Propmark
Partido de 3 mil filiados leva R$3 milhões do fundão
Leonardo Péricles é o candidato da Unidade Popular à Presidência da República. Foto: Divulgação
O fundão eleitoral distribui parte dos R$4,9 bilhões igualmente entre todos os partidos, independentemente se elegeram algum parlamentar ou mesmo se participaram das últimas eleições. O caso do partido de extrema-esquerda Unidade Popular (UP) é emblemático porque faturou R$3,1 milhões do fundão. É como se cada filiado valesse quase R$1 mil. O MDB, partido mais antigo, que tem 37 deputados e 13 senadores, é o partido com mais filiados (2,1 milhões), recebeu R$169 por cada membro.
Nem se comparam
Maiores bancadas na Câmara, PL, PP e PT receberam R$372, R$258 e R$306 para cada filiado, respectivamente. Certamente têm inveja do UP.
Dinheiro na mão
O comando dessa bolada milionária é do presidente nacional do UP, Leonardo Péricles, candidato do partido a presidente da República.
Aparência é tudo
O UP tem como sede um apartamento na Asa Norte, em Brasília, e os contatos são número de celular de Belo Horizonte ou email do Gmail.
da Coluna de Cláudio Humberto do Diário do Poder
sexta-feira, 2 de setembro de 2022
Regime ilícito
Amigo de Getúlio Vargas e assessor de imprensa de João Goulart, o jornalista gaúcho Rivadávia de Sousa foi preso nos tempos de ira do regime militar, em 1968. O obtuso que o interrogava atacou: “O que o senhor sabe sobre enriquecimento ilícito no governo de Jango?” Ele, topetudo e indignado, respondeu na bucha: “Nada. Eu é que quero saber quem é hoje o responsável pelo meu empobrecimento ilícito!”
do Quadro Poder sem pudor, da Coluna do Cláudio Humberto no Diário do Poder
Marcas que não se transformarem em influenciadores ficarão para trás
Fire Festival 2022, que ocorre entre quinta (1) e sábado (3), em Belo Horizonte, traz como tema central a economia criativa
Com a expectativa de reunir mais de 6 mil pessoas em três dias de evento e de gerar um impacto de R$ 40 milhões em Belo Horizonte, onde acontece, o Fire Festival começou nesta quinta-feira (1) com a creator economy no centro da discussão, segmento que vem ganhando cada vez mais protagonismo no universo da comunicação.
Prova disso é que o setor movimentou US$ 1,3 bilhão, como mostrou levantamento realizado pela plataforma de dados CB Insights. Em relação ao retorno monetário para o criador, revelou o estudo, a principal fonte ainda tem sido os acordos publicitários, que correspondem a 77% da receita.
Fundadora e CCO do YouPix, Bia Granja lembrou que os influencers foram o caminho que as marcas encontraram – sobretudo a partir de 2014 – para criar conexões com os consumidores no mundo digital. No entanto, segundo ela, esse cenário vai muito mais além do que no surgimento dos influenciadores.
“A influência é a soft skills do século 21. E o creator, hoje, precisa ter audiência, autoridade e relevância”, afirmou Granja, em um dos painéis do Fire Festival 2022.
Ana Paula Passarelli, COO da Brunch e cofundadora da Toast, destacou que o creator precisa ter a capacidade para resolver os problemas da comunidade que representa. Além disso, a executiva falou sobre as oportunidades no mercado B2B, que vem se abrindo cada vez mais aos criadores de conteúdo.
“Ser um consultor de marca, como vários creators se tornaram ultimamente, é outra possibilidade de atuação, pois a capacidade criativa desse profissional consegue ajudar a estrutura do mercado como um todo”, disse.
E dentro deste conceito, Bia Granja afirmou que o mercado tem apontado da transformação de diversos creators em marcas. “As marcas que não se tornarem influenciadoras vão ficar para trás, pois tem muito influenciador virando marca”, garantiu.
Fire Festival
Organizado pela empresa de tecnologia Hotmart, o Fire Festival deste ano traz o mote Viva tudo de novo. O evento, que vai de hoje até sábado (3) na Expominas, vai reunir mais de 100 atrações, entre palestras e ativações.
“Poder reunir empreendedores digitais, criadores de conteúdo, agências e marcas globais novamente nos motivou com ainda mais novidades e perspectivas. Acreditamos que o evento será único em cada detalhe e na imersão dos participantes”, disse Nathalia Cavalieri, general manager da Hotmart.
do Propmark
quinta-feira, 1 de setembro de 2022
Consideração de cabaré
Muito jovem, Osvaldo Aranha foi prefeito de Alegrete (RS) e decidiu acabar uma curiosa tradição: a briga diária, todas as noites, no cabaré da cidade, “Lulu dos Caçadores”. Tudo corria bem e animado até o relógio bater 2h da madrugada, e o pau cantava. Uma noite ele visitou a boate. Bebeu, dançou, foi embora às 3h, nada de briga. Voltou no dia seguinte, e novamente os valentões não apareceram. No quinto dia, já freguês, encontrou um vistoso aviso na parede: “Dr. Osvaldo Aranha, acabaram-se as considerações”. Naquela madrugada, pontualmente às 2h, o pau cantou de novo.
Seção "Poder sem Pudor" da Coluna do Cláudio Humberto do Diário do Poder
Agentes de Trânsito Em Mumbai, Índia, Encontram Uma solução Inovadora Para O Problema Das Buzinas Na Cidade
Agentes de Trânsito em Mumbai, Índia, encontram uma solução inovadora para o problema das buzinas na cidade, com muito humor e tecnologia
Mumbai é uma das cidades mais barulhentas do mundo. E muito desse ruído vem da cacofonia nos semáforos. Os “mumbaikars” (como a população local chama quem é de Mumbai), buzinam até quando o farol está vermelho. Nem precisa dizer que essa poluição sonora está prejudicando bastante a qualidade de vida na cidade. Para atacar a ameaça das buzinas, o Departamento de Trânsito de Mumbai, em parceria com a FCB Interface, desenvolveu uma solução inovadora chamada “O Semáforo que Pune”.
Funciona assim: sensores especiais de decibéis foram conectados aos semáforos em toda a cidade-ilha. Quando o nível de decibéis excede o perigoso nível de 85 dB, o temporizador do semáforo reinicia a contagem, forçando as pessoas a esperar mais tempo pela luz verde. Assim, as pessoas são “punidas” por sua impaciência, com a mensagem de “buzine mais, espere mais”!
“Além de ser um hábito ruim, buzinar sem necessidade é um ato de indisciplina no trânsito. Infelizmente, muitos ‘mumbaikars’ buzinam indiscriminadamente. As buzinas causam poluição sonora, machucam os ouvidos, aumentam o ritmo cardíaco, criam confusão no trânsito e geram estresse. Todos sabem que buzinar faz mal para a saúde, mas fazem muito pouco para evitar. Essa pequena experiência é uma das muitas tentativas do Departamento de Trânsito de Mumbai de aumentar a disciplina nas ruas da cidade. Esperamos que isso incentive os ‘mumbaikars’ a buzinar menos e criar um trânsito livre de barulho e estresse”, declarou Madhukar Pandey, Jt. Comissário de Trânsito, Polícia de Mumbai.
Como parte da campanha, a primeira parte da ativação foi testada em Mumbai, em cruzamentos importantes e sujeitos a tráfego intenso, como CSMT, Marine Drive, Peddar Road, Hindmata e Bandra. E o vídeo mostra momentos dos ‘mumbaikars’ confusos que buzinaram, esperaram, buzinaram e acabaram aprendendo da maneira difícil que buzinar não compensa.
Ao explicar a ideia criativa, Robby Mathew, Chief Creative Officer da FCB Interface, afirmou: “Às vezes, ‘the stick works better than the carrot’. E um semáforo que pune gentilmente as pessoas que buzinam sem necessidade me pareceu uma boa ideia”.
Rohit Ohri, Group Chairman e CEO do FCB Group, acrescentou: “Há muitos anos fazemos parcerias com a Polícia de Mumbai. A poluição sonora é um grande problema nas nossas cidades. Essa nova iniciativa é uma fantástica solução criativa para aumentar a conscientização e promover uma mudança de comportamento nos motoristas de Mumbai”.
do Portal da Propaganda
Veja a publicação original aqui: http://www.portaldapropaganda.com.br/noticias/20825/agentes-de-transito-em-mumbai-india-encontram-uma-solucao-inovadora-para-o-problema-das-buzinas-na-cidade/
quarta-feira, 31 de agosto de 2022
Impacto do YouTube no Brasil chega a R$ 6 bilhões em 2021
Segunda edição do relatório, desenvolvido em parceria com a Oxford Economics, aponta um crescimento de 50% na impacto do YouTube na economia
De acordo com o Relatório, 83% das pequenas e médias empresas analisadas concordam que a plataforma desempenhou um papel importante em ajudá-las a aumentar sua base de clientes (Crédito: Shutterstock)
Nesta quarta-feira, 30, o YouTube lança o seu Relatório de Impacto Econômico, desenvolvido em parceria com a Oxford Economics. Essa é a segunda vez que a plataforma divulga esse documento, que aponta em número o impacto do Youtube para a economia brasileira. Nesse sentido, os dados revelam um crescimento significativo de 2020 para 2021.
Segundo o relatório, em 2021, o ecossistema criativo do YouTube contribuiu com mais R$ 6 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O PIB é um indicador que ajuda a quantificar a atividade econômica de um País. Ou seja, a soma dos valores gerados por todos os bens e serviços gerados.
No ano anterior, a contribuição do ecossistema da plataforma havia representado R$ 3 bilhões, um crescimento de 50%. Na paralela, o número de empregos gerados por gerados direta ou indiretamente pelos canais da plataforma também saltou de 122 mil para 160 mil.
Fatores de crescimento
Alessandra Gambuzzi, diretora de projetos de conteúdo do YouTube, explica que a pandemia é um dos fatores que ajudam a explicar o desempenho. De um lado, os investimentos em marketing de influência cresceram dentro das verbas de mídia, o que impulsiona os criadores. Ela conta que muitos desses produtores de conteúdo entraram em verticais que antes não faziam parte de seu leque.
Por outro lado, houve um aumento de pequenas e médias empresas entrando na plataforma como uma forma de divulgar os negócios e gerar receita. “O YouTube entregou oportunidades de negócios para mais pessoas”, explica a executiva sobre o período. Essa relação aparece refletida nos dados.
De acordo com o Relatório, 83% das pequenas e médias empresas analisadas concordam que a plataforma desempenhou um papel importante em ajudá-las a aumentar sua base de clientes, ao alcançar novos públicos. Do lado dos criadores, 80% afirmam que a receita que recebem dos anúncios inseridos no YouTube é uma fonte de renda importante.
O estudo ainda destaca outros pontos como o fomento a indústria criativa e a internacionalização de talentos. 75% das companhias de mídia e música que têm um canal no YouTube concordam que a rede aumentou a oferta de talentos criativos. 72% dos criadores, por sua vez, disseram que a plataforma ajuda a exportar seu conteúdo para públicos internacionais.
Desafios e investimento
Para manter o ritmo de crescimento desse ecossistema, a companhia enfrenta alguns desafios. O primeiro deles é manter a plataforma um lugar seguro para criadores e marcas. “É uma plataforma aberta e democrática. Isso não vai mudar. Mas existe um controle um pouco mais rígido para que se tenha conteúdo de qualidade”, explica Gambuzzi, sobre o trabalho de moderação de conteúdo e brand safety.
Entender e acompanhar as mudanças no comportamento de consumo do consumidor é outro obstáculo que o Youtube vem encarando de frente. “A plataforma é feita primariamente para o usuário”, assegura a diretora de projetos de conteúdo. Para isso, a companhia tem alguns focos de atenção, como aprimorar e ampliar as formas de monetização e o hábito de consumo do Youtube na TV, por TVs conectadas.
“Nós sabemos que o entretenimento e o shopping, hoje, têm uma relação muito forte”, conta a executiva. Os vídeos curtos, que são o core de outras redes como TikTok e Kawai e já dominaram o Instagram, são encarados com seriedade.
A executiva enxerga um caminho de aprendizado em que criadores, que estavam acostumados a produzir vídeos longos, estão testando as possibilidades dos vídeos curtos e a plataforma também. No entanto, ela destaca que ambos os estilos contam com recursos importantes. “É preciso entender como entreter nos dois formatos”, destaca.
do meio e mensagem
terça-feira, 30 de agosto de 2022
Desmatamento com Lula já não dá para ser superado
O desmatamento da Amazônia Legal durante os três primeiros anos do primeiro governo Lula (PT), entre 2003 e 2005, é tão mais expressivo que nos três primeiros anos do atual governo que não será alcançado nem mesmo se a área desmatada triplicar este ano. São 72,2 mil km2 sob Lula e pouco mais de 34 mil km2 com Bolsonaro, segundo dados do sistema Prodes, do Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisa e Estatísticas, que desde 1988 monitora o desmatamento da Amazônia por satélite.
A pior marca
O governo Lula é a administração que permitiu a maior área da Amazônia a ser destruída: 86,5 mil quilômetros quadrados em 4 anos.
da Coluna do Cláudio Humberto do Diário do Poder
O que clientes esperam de suas agências de comunicação corporativa?
Estudo da Abracom aponta visão estratégica e bom relacionamento com a mídia como atributos mais desejados em agências do segmento
(Crédito: Shutterstock)
Planejamento e visão estratégica são o atributo mais esperado das agências de comunicação corporativa. O dado é da pesquisa Radar Abracom, realizada pela Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), em parceria com a consultoria da Somar, junto a CEOs, vice-presidentes, sócios, diretores e gerentes de áreas de comunicação, marketing e RH.
A pesquisa aponta que, para 58% dos respondentes, a boa relação com a mídia é a característica mais importante nas agências do segmento. A conexão com o mercado foi citada por 36% dos participantes. Quando questionados sobre quais são os serviços mais desejados, porém, fica em primeiro lugar (86%), seguida por planejamento e estratégia (78%) e gestão de crise (73%).
O levantamento aponta, ainda, que 24% estão totalmente satisfeitos e 46% estão satisfeitos com o trabalho de suas agências parceiras, enquanto 21% não estão satisfeitos, tampouco insatisfeitos. O índice de totalmente insatisfeitos ficou em 1% e de insatisfeitos, em 7%. A avaliação positiva foi justificada pela entrega de resultados (40%), bom atendimento (34%), comprometimento e parceria (23%).
O estudo foi realizado por meio de um formulário online que colheu 168 respostas e de entrevistas de longa duração com dez profissionais de comunicação corporativa de grandes organizações. Mais de 60% das respostas foram concedidas por profissionais de empresas de grande porte de setores de indústria, comércio, serviço e terceiro setor.
Do meio e mensagem
domingo, 28 de agosto de 2022
Operação contra empresários já era aguardada
Era aguardada nos meios jurídicos há meses a operação que teve como alvos oito importantes empresários brasileiros. Fontes do governo estão convencidas de que o suposto objetivo seria atingir os apoiadores de Jair Bolsonaro e até o procurador-geral Augusto Aras, cuja atuação tem irritado setores de oposição. Aras seria uma das pessoas do grupo de whatsapp sob “monitoramento”. Se foi isso mesmo, Aras frustrou as expectativas porque apenas trocou mensagens sobre assuntos triviais.
Deu errado
O procurador-geral tratou, em suas mensagens, de temas como dicas de livros, vinhos etc, ainda assim ocasionalmente.
Protestos gerais
A operação tem sido objeto de protestos de entidades empresariais e seccionais independentes da OAB, cuja direção nacional se omitiu.
Pedala, OAB
O presidente da OAB-RS, Leonardo Lamachia, cobrou da OAB nacional coerência com a “Carta” em defesa da democracia.
Aula do ministro
O ministro aposentado Marco Aurélio achou a operação “um atentado à liberdade de expressão” e ensinou que não há crime de “cogitação”.
da Coluna do Cláudio Humberto do Diário do Poder
sexta-feira, 26 de agosto de 2022
O Lott de FHC
Quando ouviu de FHC, em primeira mão, que José Serra seria o candidato do governo a presidente, em 2002, o então presidente da estatal Furnas Centrais Elétricas Luiz Carlos Santos foi premonitório: “O senhor vai repetir JK, presidente: será reconhecido pela História, mas não conseguirá eleger o próprio sucessor.” FHC duvidou: “Você acha Serra tão ruim assim?” Santos respondeu sem meias palavras: “Serra é o Lott alfabetizado, presidente” Candidato do JK, o general Henrique Teixeira Lott perdeu a eleição. Serra também.
Quadro Poder sem Pudor, da Coluna do Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
quinta-feira, 25 de agosto de 2022
Censura no Insta
Além da operação policial contra empresários por mensagens no Zap, o Instagram deletou o perfil de Luciano Hang com 5 milhões de seguidores após “notificação judicial”. E insiste que a decisão foi da própria empresa.
Brincando com fogo
Tantas decisões cancelando o direito à livre expressão dão sentido à recomendação de “temperança” do ministro Marco Aurélio aos colegas. Porque na vida há uma lei, não escrita, tão poderosa quanto a lei da gravidade. É a lei segundo a qual toda ação corresponde e uma reação.
Direitos vs. absusos
Sobre a operação da PF contra mensagens no Whastapp, Carlos Portinho (PL-RJ), que é advogado, lembra a “enorme distância entre pensar e até mesmo manifestar-se, e agir ou mesmo iniciar uma ação”.
da Coluna do Cláudio Humberto, do Diário do Poder
Rachadinhas esquecidas
A revelação de que o deputado André Janones (Avante-SP) cobra até 60% do salário dos assessores do gabinete lembra o caso que tomou chá de sumiço no STF, do ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP). Ele é acusado de tomar 90% do salário de assessoras.
Da Coluna de Cláudio Humberto, do Diário do Poder
terça-feira, 23 de agosto de 2022
segunda-feira, 22 de agosto de 2022
Como as marcas podem tirar proveito desta nova realidade?
Tim Ash: 'Se você quer ter uma boa carreira em marketing, precisa de psicologia evolutiva'
Por Marcos Bonfim - 22 de Agosto de 2022 | 08:08
No Brasil para participar da Trakto Show e lançar o seu terceiro livro, o especialista falou sobre a importância de entender o impacto do inconsciente no tomada de decisões
Especialista em psicologia evolutiva e marketing digital, Tim Ash tem se debruçado sobre o cérebro humano para buscar compreender como estabelecemos conexões, agimos e reagimos a estímulos diversos e o impacto do inconsciente e da emoção na tomada de decisões.
Em tempos de transformações contínuas e celebração às novas tecnologias, prega uma imersão profunda. "Precisamos entender como persuadir as pessoas e o que todos os cérebros têm em comum. Se você quer ter uma boa carreira em marketing, precisa de psicologia evolutiva e não de tecnologia de ponta", afirma.
O profissional participou da Trakto Show, evento realizado em Maceió, Alagoas, onde conversou com o Propmark. No encontro, lançou o seu terceiro livro, "A Mentira da Racionalidade", no qual se propõe a desmitificar conceitos sobre a forma de pensar dos seres humanos a partir de uma viagem histórica.
Os profissionais de marketing têm falado constantemente sobre a mudança e transformação dos consumidores. A partir sua perspectiva, essa é uma acepção verdadeira ou há uma dificuldade em compreender o cérebro humano?
Eu acho que a tecnologia muda e quando você tem um grande grupo de pessoas usando, surgem novos comportamentos, mas o importante é que o marketing é sobre como persuadir as pessoas. Isso não muda em nada, nossa motivação é universal, por isso escrevi meu livro sobre psicologia evolutiva por que essa é a base de todo o marketing de persuasão.
Como as marcas podem se conectar com seu público de forma genuína?
A melhor maneira é ter um público muito restrito. Se você tentar dizer 'minha marca é perfeita para todos e todos precisam comprar meu serviço ou produto', então você não tem uma mensagem. Você tem que encontrar um pequeno público de nicho, pequenos grupos e entender o que eles valorizam, a cultura e a partir daí projetar produtos e serviços para ele. Trata-se realmente de primeiro escolher seu público, entender e depois criar mensagens e campanhas apenas para ele. Não tente ter a uma marca com abordagem tão ampla.
Hoje, as marcas gostam de comentar sobre investimentos em tecnologias e em novas soluções adquiridas para criar conexões com os clientes. E você diz: não é sobre tecnologia. Qual a importância da tecnologia e como ela deve ser usada?
O que você está tentando persuadir é o cérebro e, em um nível evolutivo, ele não está mudando, este é o cérebro que temos. Então, as tecnologias são apenas maneiras diferentes de impactar o cérebro. Nas mídias sociais, quando estamos esperando uma mensagem, temos dopamina acionada em nosso cérebro e 'o que a mensagem vai dizer?'. Diferentes tecnologias são como diferentes canais que chegam ao cérebro, mas o cérebro ainda é o mesmo. Então, precisamos entender como persuadir as pessoas e o que todos os cérebros têm em comum. Se você quer ter uma boa carreira em marketing, precisa de psicologia evolutiva e não de tecnologia de ponta.
Na sua apresentação, você explicou sobre como o nosso cérebro é preguiçoso e gosta que as coisas sejam simples. E hoje nós temos uma tendência à simplificação do contéudo, com materiais mais curtos e de consumo rápido, como no TikTok e no Instagram. Essa tendência pode ser associada com essas características?
Eu acho que a razão pela qual o Tik Tok e o Instagram são populares é porque eles se beneficiam do nosso sistema de visão. Palavras são o que estamos acostumados em livros, sites, mas imagens é como experimentamos o mundo. Na verdade, vemos o mundo como um filme stereo tridimensional. É por isso games como os online e filmes são tão populares, é como experimentamos o mundo. TikTok e Instagram são imagens e vídeos e é assim que nosso cérebro captura as informações.
O que você pensa sobre o futuro do conteúdo?
Eu acho que vai se mover mais para o vídeo porque, novamente, é a maneira natural como experimentamos o mundo. As informações escritas serão menos e o vídeo será muito mais. Eu estava conversando com Brian Halligan, CEO do Hubspost, que é meu amigo e ele me disse que nos últimos dois anos eles costumavam fazer 90% de seu marketing com texto e apenas 10% em vídeo e agora é o contrário, 90 % vídeo e 10% de conteúdo escrito.
Vídeo é uma boa mídia, prende a atenção, mas as pessoas têm um tempo de atenção muito curto. O foco deve ser no vídeo de formato curto, que não precisa ser muito produzido nem feito em um estúdio. Na verdade, o mais importante para o vídeo é a qualidade do som. Contanto que você tenha um bom áudio e boa iluminação, não precisa fazer scripts, faça mais natural. Quando digo vídeo curto, me refiro a conteúdos de 30 segundos a 1 minuto e 30 segundos.
No palco, você disse que as empresas não deveriam vender o resultado positivo primeiro dos seus produtos e serviços, e sim usar uma mensagem negativa informando a consequência de o consumidor não adquirir os produtos. Como fazer isso?
O cérebro tenta conservar energia, então a resposta padrão dele é não fazer nada. Para que eu reaja, você precisa me tirar do meu lugar de conforto. A maneira mais fácil de fazer isso é com medo, perda e coisas negativas. O que você tem que fazer é me contar a história: o que acontecerá se eu continuar no mesmo caminho. Por exemplo, se estou em avião que voa tranquilamente não preciso fazer nada; se está caindo a 100 km por hora, tenho que agir rapidamente. As marcas têm que dar ao consumidor, enquanto puder, todas as más consequências que eventualmente acontecerão com ele opte por continuar no mesmo lugar.
Você diz que o cérebro é uma máquina de esquecer. O que as marcas precisam fazer para manter relevância para os seus clientes?
A maioria das coisas são manipuladas automaticamente pelo cérebro e são ignoradas. Você tem muitas coisas chegando ao seu corpo, sensação, pressão, textura e outras chegando pelos seus olhos e ouvidos. Então, o cérebro diz ‘a maior parte disso não afeta minha sobrevivência’ e só presta atenção quando algo excitante ou diferente está acontecendo. Se não houver ameaças por perto, eu vou olhar para a minha emoção e entender como me sinto sobre isso. Se é algo que não é uma ameaça, mas não sei o que é, nunca vi antes, se é novo, então terei que prestar atenção extra para decidir o que significa e como isso afetará meu sobrevivência. Ou seja, as marcas têm que focar em coisas que criam emoções fortes e coisas novas porque tudo que é rotina, que a gente já sabe o que fazer, a gente lida automaticamente e não vai lembrar nem interagir com isso.
Você está lançando no Brasil o seu terceiro livro, "A Mentira da Racionalidade". O que você procurou retratar neste projeto?
O livro é basicamente sobre o sistema de operação de 8 bilhões de pessoas ao redor do mundo. Refaz o arco de evolução e eu explico em linguagem não científica o que fomos capturamos ao longo do caminho. Cobre a química do cérebro, memória, relações sociais, storytelling, diferenças de gênero e como evoluímos. Assim, os leitores conseguem entender como as pessoas agem e como tomamos as nossas decisões.
do Propmark
propmark.com.b
domingo, 21 de agosto de 2022
A volta dos bolhas
(Afonso Dantas)
Eu pensava dali, o outro pensava de lá e outro ainda, de acolá. E vivíamos nossas vidas, com nossas certezas e com nossas ilusões. Éramos - todos nós, ou quase todos - os bolhas. Mas não éramos os bolhas da gíria da década de setenta, onde bolha era o chato, o quadrado. Nós éramos os bolhas que vivem nas bolhas e acham que o mundo é aquilo ali e só.
E as bolhas não eram de sabão, límpidas e flutuantes e frágeis, sensíveis ao menor toque que as faziam sumir. Eram bolhas imensas, eram bolhas firmes e sólidas e também isoladas e alheias à existência de outras bolhas. Eram as bolhas da ilusão do egocentrismo, as bolhas da percepção da vida através da programação de uma TV, as bolhas dos nossos grupos de convívio, do trabalho, do setor X, do setor Y, enfim, das bolhas onde nossa percepção ficava confinada e junto com ela, as nossas tantas verdades.
E as bolhas estouraram. Eram firmes, eram robustas, mas estouraram. Anos e anos de certezas se tornaram incertezas ao contato dos bolhas com outros bolhas de outras bolhas. O outro finalmente percebeu a presença dos outros. “Nem todo mundo pensa assim”, descobriu um. “Não se podia fazer isso”, pensou outro. “Aquilo podia ser feito de outro jeito”, concluiu ainda outro.
E se enxergaram. E falaram um com o outro. Mas ao invés do diálogo, surgiu o conflito. Nós e eles. Eles e nós. Eles, nós e os outros.
Mas com tudo isso, parecia que o mundo convergiria para um sentido de união, de entendimento, as bolhas finalmente perderiam o sentido e os bolhas parariam de se digladiar e se isolar.
Qual o quê!
A revolução na comunicação ao invés de aproximar as pessoas, criou outras bolhas. “Só sigo quem pensa assim!”, disse um. “Só sigo quem pensa assado”, digitou outro. E assim, voltaram com toda força e estão se criando mais e mais bolhas. E dentro delas, isolados, certos de suas incertezas, emparedados em suas convicções, os bolhas voltaram. E a história parece que nada nos ensina. Ou até tenta, mas as bolhas parecem ser impenetráveis.
Afonso Dantas é publicitário, administrador de empresas, especialista em marketing e em gestão cultural, sócio e diretor de criação da Camará Comunicação Total e sócio criativo da Lá ele! Camisas e coisas
O talentoso ator e cantor Zéu Britto, com sua camisa Oxeee, da Lá ele camisas e coisas, divagando sobre Duplo Malte.
Nota do editor: Quer uma camisa igual a essa? Entra no instagram @laelecamisasecoisas
sexta-feira, 19 de agosto de 2022
Bit acelerado, o hit do momento
Lembram, o nome do conjunto era Metrô, e dizia coisas do tipo: “Minha mãe
me falou que eu preciso casar, pois eu já fiquei mocinha...”, e vinha o refrão que dizia: “coração ligado, beat acelerado...”, Brasil, 1984.
Mal sabia o Metrô, e a encantadora Virginie Boutaud, franco-brasileira, que de verdade nos anos 1980 estavam pautando um dos comportamentos próximos do recorrente quase quatro décadas depois.
O de acelerar, tudo. Uma espécie de pináculo da superficialidade. Precisamos saber de tudo ainda que não tenhamos conhecimento ou dominemos o que quer que seja.
A versão 2021 da tal da Leitura Dinâmica revela-se mais esfuziante do que nunca.
Começou durante a pandemia, com a garotada assistindo aula de casa e acionando os mecanismos de aceleração de vídeos.
Aulas normais e gostosas, velocidade normal. Aulas chatas, velocidade aumentada em 50%. Assim, aula de 1 hora em 40 minutos. E aulas insuportáveis, aceleração dupla, aulas de uma hora em 20 minutos.
E aí entra o tal do “Já Quê”. “Já Quê” faziam isso com as aulas, começaram a fazer nas séries de streaming, reduzindo as séries de 10 capítulos e 5 horas, para os mesmos 10 capítulos e 2 horas e meia.
Bit Acelerado! Hoje, em pleno inverno de 2022, e que mais parece verão, pessoas
na Netflix e demais redes de streaming, assim como no WhatsApp ouvindo tudo corridinho...
E aí o Estadão decidiu testar. Sim, é possível, concluiu o Estadão. Guilherme Guerra, repórter da coluna LINK, assistiu um episódio de uma série em velocidade dobrada.
Segundo Guilherme: “O episódio fica perfeitamente claro de entender em alta velocidade. Dá para ler as legendas, entender diálogos, absorver imagens...”.
Mas, Guilherme adverte, conteúdos mais complexos tornam-se difíceis de entender em alta velocidade...
Em síntese, amigos, cada um tem o direito, no particular, de enfiar os dois pés no acelerador pela vida.
Ouvindo em meia hora conteúdos de uma hora, dançando Ave Maria em ritmo de frevo ou bate-estaca de danceteria, e assistir Morte em Veneza, de Luchino Visconti, que tem mais de duas horas, em menos de 30 minutos.
Porém, melhor e mais verdadeiro é assistir às antigas comédias do tempo do cinema mudo... Onde tudo era corridinho de verdade.
Em tempo. Tudo o que o mundo precisa e está correndo atrás é de maior velocidade de transmissão e maior capacidade de armazenamento.
Quando as cortinas se abrem, as luzes se acendem, e começa o espetáculo, o ritmo da vida e dos conteúdos deveria ser respeitado. Apenas isso.
E essa é a grande promessa do 5G, que bate as nossas portas às vésperas da primavera.
Mas, para apressadinhos, superficiais e inconsequentes, consagram-se as rapidinhas de todos os gêneros.
Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing
famadia@madiamm.com.br
do Propaganda e marketing
Comentário do editor: É o cúmulo da geração fast fodd, como se ao invés de degustar um belo prato, o batesse em um liquidificador e o sorvesse com pressa, sem sentir a emoção da degustação passo-a-passo. Parece uma corrida para completar metas, sem realmente experimentá-las ou vivenci-alas em sua plenitude.
Pesquisa da Abracom com 168 clientes de agências de comunicação apresenta um panorama do setor
Pesquisa da Abracom com 168 clientes de agências de comunicação apresenta um panorama do setorO mercado de comunicação corporativa tem conquistado uma importância cada vez maior para as empresas, contexto que levou a Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação) a realizar a 'Radar', pesquisa que busca compreender as dimensões da atividade. Entre os entrevistados, 168 clientes da indústria, comércio e serviços de agências associadas à entidade.
O estudo mostrou que 54% das empresas indicaram que pretendem aumentar seus investimentos em comunicação nos próximos três anos. Entre as expectativas dos clientes sobre os atributos de uma agência, estão a capacidade de planejamento e visão estratégica, considerada importante para 67%, e a boa relação com os veículos de imprensa, citada por 58% dos entrevistados.
Esses dados são reforçados pela 'lista de desejos' dos clientes, que apontam o relacionamento com a mídia em 86% das respostas, enquanto 78% citam planejamento e estratégias de comunicação, 73% gestão de crises e entre 41 e 64% são elencados vários serviços ligados à comunicação no ambiente digital.
A intensificação do uso da análise de dados foi apontada por 55% dos líderes como a maior prioridade de suas empresas na área de comunicação corporativa. Para 45%, as agências devem ajudar a área de comunicação a ter mais relevância dentro da própria empresa, com geração de resultados. A expansão da presença da marca dentro do ambiente digital foi apontada como prioridade por 42%.
Do Propaganda e Marketing
segunda-feira, 15 de agosto de 2022
quarta-feira, 10 de agosto de 2022
As oportunidades do mercado para influenciadores maduros
Agências de marketing de influência veem mudanças a partir da busca de marcas por influencers mais velhos, mas mercado ainda demanda evolução
Qual é a idade limite para a influência? Para o marketing dos dias de hoje, a resposta para essa pergunta está em construção. A pesquisa Tsunami +50 aponta para o fato de que 80% dos brasileiros acima de 50 anos gostam de experimentar novas marcas e produtos. Contudo, mais da metade (54%) daqueles que têm mais de 55 anos não se sentem representados pela mídia e nem vistos pelas marcas e empresas.
(Crédito: Butsaya/Shutterstock)
Foi no contexto da busca pela transformação desse cenário que nasceu a agência Dita. Fundada por Bia Moreira e Lucia Fleury, ambas comunicólogas, a agência de marketing de influência nasceu para atender os chamados ‘boomfluencers’ – influenciadores maduros que vem ganhando relevância na mídia e nas plataformas digitais. “Ainda existe pouco espaço, uma resistência por preconceito e que o mercado publicitário está começando a fazer esse movimento [de mudança]”, dia Bia. “Penso que há um gap entre as marcas falarem que querem fazer ação com o público maduro e fazerem, de fato”, endossa.
Números não mentem sobre a potência do segmento. Redes sociais como o Instagram já contam com uma diversidade de pessoas mais velhas que fazem sucesso com o público. Entre as agenciadas da Dita estão nomes como Narcisa Tamborindeguy, com 1,3 milhões de seguidores; a influenciadora Vovó Izaura Demari, que reúne uma comunidade de 231 mil pessoas, além de Caca Filippini, criadora de conteúdo e comunicadora.
Para Chris Castro, diretora artística de beleza e moda na Mynd, influenciadores de faixas etárias mais altas vêm acompanhando a evolução e transformação dos meios de comunicação, o que faz com que estejam mais presentes em meio às funcionalidades que a conectividade proporciona. Entre as características do grupo mais velho, a também criadora de conteúdo aponta a credibilidade, consistência e compromisso com ações de médio a longo prazo com marcas. “É um público de muito interesse para muita marca, e tem uma característica muito peculiar. Eu me coloco inclusive nesse pacote por ser comunicadora e usuária 40+, sou o espelho desse target, que é criterioso”, adiciona.
Relacionado
Marlene Bregman: A revolução de todas nós
Pouco a pouco, as marcas vem entendendo a importância de serem atores no combate ao etarismo por meio da representação e do incentivo. Em comemoração aos seus 45 anos, por exemplo, O Boticário lançou na última segunda-feira, 8, a campanha O Tempo (não) me para, que visa convidar o público maduro a dialogar sobre o processo de envelhecimento a partir de um olhar otimista, ao mesmo tempo em que coloca na mídia personalidades que compõem esse publico – com nomes como as jornalistas e apresentadoras Fátima Bernardes e Maria Cândida.
“Temos que estimular que o público 35, 40, 50+, mostrando que não existe regra nas redes sociais, é um espaço aberto. Então, talvez, incentivar que as pessoas utilizem esse espaço para servir de exemplo. As poucas que temos já cumprem esse papel, mas, se tivéssemos mais, o mercado iria crescer junto com isso”, alerta a diretora da Mynd. Iniciativas do tipo vão de encontro com o ponto de que é preciso encorajar tais influenciadores.
A mudança de linguagem também da mais empoderamento e incentivo. Muitas marcas de cosméticos, por exemplo, vem deixando de usar o tempo ”anti-envelhecimento”. Agora, o posicionamento de produtos e campanhas se volta para colocar os itens como aliados e parceiros do processo de envelhecimento.
Ainda, muito do movimento que está acontecendo nesse sentido vem da participação das marcas em pautas de diversidade e inclusão que agora chegam na temática do etarismo. “Por conta desse movimento de diversidade e inclusão, acaba entrando também a turma 50+. Falamos muito sobre preconceito de raça, de gênero, e agora chegou a vez do público maduro. As pessoas finalmente estão tomando consciência de que o mundo e o Brasil estão envelhecendo”, explica a fundadora da Dita.
A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que, até 2060, 25,5% da população brasileira será composta por pessoas que têm 65 anos ou mais. Com isso, o potencial de consumo também e promissor. Ainda segundo a pesquisa Tsunami +50, 68% dos brasileiros nesta faixa etária são a principal fonte de renda da casa, enquanto 39% dizem ser a única. Já 73% dos 55+ têm sua independência financeira.
do Meio e Mensagem
Dados desmentem ‘fake news’ sobre indígenas
O governo chegou a ser acusado de “genocídio” por suposta negligência aos indígenas, mas dados oficiais revelam que para combater os efeitos da pandemia da covid foram criadas pelo menos 300 barreiras sanitárias para proibir entrada de não-indígenas nas aldeias, além da entrega de 38 mil toneladas de alimentos pela Funai para reduzir a necessidade de os índios saírem das reservas. O Brasil deu show, vacinando mais de 92% e imunizando 87% da população.
Não é só comida
Além das toneladas de alimentos em 1,7 milhão de cestas básicas, a Funai entregou 221 mil kits de higiene e limpeza para a prevenção.
Prevenção e monitoramento
Apenas nas ações preventivas, o governo investiu mais de R$100 milhões e criou a Central de Atendimento da Funai à Covid-19.
Atenção máxima
Em períodos críticos das ondas de contágio pelo coronavírus, todas as autorizações de entrada em Terras Indígenas foram suspensas.
Da Coluna do Cláudio Humberto, do Diário do Poder
segunda-feira, 8 de agosto de 2022
Secretaria Municipal de Saúde divulga calendário de vacinação nesta semana em Itabuna
A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Rede de Frio do Departamento de Vigilância em Saúde, divulgou calendário de vacinação de Itabuna nesta semana.
Para a vacinação contra o Covid-19 de adultos e idosos nas Unidades Básicas e de Saúde da Família, a vacinação da primeira, segunda e terceira dose será aplicada na terça e quinta-feira, dia 11, das 8 as 11 e das 13 às 16 horas. As unidades funcionam até às 16h, mas as ampolas são abertas até às 15h a fim de evitar desperdício de doses.
Adultos de 18 a 39 anos sem imunossupressão e/ou comorbidades são imunizados com a primeira ou segunda ou terceira dose (Oxford, Pfizer e Coronavac). Adultos a partir de 40 anos sem imunossupressão já podem receber a quarta dose que, assim como a terceira dose, segue o princípio da intercambialidade (vacinas diferentes da D1 e D2). Já os adultos a partir de 18 anos com imunossupressão poderão ser imunizados da primeira à quarta dose contra o Covid-19 (Oxford, Pfizer e Coronavac).
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Nesta semana, a partir desta segunda-feira, dia 8, inicia-se em todo o Brasil a Campanha Nacional de Multivacinação Infantil em paralelo à imunização contra o Covid-19, Influenza e Poliomielite. As imunizações acontecem na segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira nas UBS e USF das 8 as 11 e das 13 às 16h.
MULTIVACINAÇÃO
A Campanha de Multivacinação, que visa imunizar crianças e adolescentes com todas as vacinas do calendário do Programa Nacional de Imunização (PNI) para crianças, a partir do nascimento a adolescentes menores de 15 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias).
Serão ofertadas todas as vacinas para este público, que poderá ser imunizado com as vacinas que faltam para completar seu esquema vacinal da Caderneta de Vacina, após avaliação do enfermeiro (a) da unidade.
VACINAÇÃO POLIOMIELITE
Também na segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira, em paralelo à Multivacinação, acontece a vacinação contra a Poliomielite. O público alvo são crianças de maiores de 1 ano e menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias).
VACINAÇÃO COVID-19
Nesta semana também prossegue a vacinação contra o Covid-19 de primeira ou segunda dose para crianças de 3 a 11 anos. Na segunda, quarta e sexta-feira, dia 12, acompanhando o cronograma da Multivacinação nas Unidades Básicas e de Saúde da Família das 8 as 11 e das 13 às 16h.
MENINGITE C
Também prossegue a vacinação contra a meningite C esta semana na segunda, quarta e sexta-feira, .O público, crianças de 1 ano de idade a 19 anos, 11 meses e 29 dias não vacinadas com meningo C.
A documentação necessária para vacinação da criança e adolescente é o RG ou certidão de nascimento, CPF ou Cartão do SUS e cartão de vacina da criança/adolescente que deve estar acompanhado do seu responsável.
AÇÃO REDE DE FRIO PARA REPESCAGEM DOS TRABALHADORES DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO
Nesta semana, acontecerá ação especial noturna da Rede de Frio para imunização contra o Covid-19, Influenza e Meningite destinada aos trabalhadores de saúde do município. E também, repescagem contra o Covid-19 e influenza aos trabalhadores da educação.
A vacinação será na quinta-feira, dia 11, no pátio da Rede de Frio na UBS José Maria de Magalhães Neto, Centro (em anexo ao antigo SESP) das 16 às 20h. Serão aplicadas as primeiras, segundas, terceiras e quartas doses contra o covid-19 da Coronavac, Oxford e Pfizer mediante avaliação do esquema vacinal do profissional.
E ainda, haverá também a repescagem para os profissionais da educação com a imunização da primeira à quarta dose contra o Covid-19 e imunização da gripe.
Além disso, haverá também, vacinação da meningite Meningocócica C e Influenza. A documentação necessária é o RG, CPF ou Cartão SUS, comprovante de residência, cartão de vacina e comprovação do vínculo empregatício.
REPESCAGEM PARA ADULTOS CONTRA O COVID-19
Na terça-feira, dia 9, haverá vacinação especial noturna contra o Covid-19 das 16 às 20h na Rede de Frio (em anexo ao antigo SESP). A imunização será para primeira, segunda, terceira, e quarta dose para maiores de 40 anos. A documentação necessária é o RG, CPF ou Cartão SUS, comprovante de residência e cartão de vacina.
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Departamento de Comunicação Social
Prefeitura de Itabuna
A publicidade invisível
A publicidade invisível é um dos fenômenos do nosso tempo. É um segmento da nossa indústria que passou a ser aceito de uns anos pra cá. Chegou e logo se estabeleceu como a saída para todos os males da comunicação comercial e obteve a adesão imediata tanto de clientes como de algumas agências.
A publicidade invisível se assemelha muito à publicidade normal no que diz respeito a seus processos e investimentos. Envolve grandes equipes e requer orçamentos e estrutura. Ela gera bônus aos executivos que também aderem ao seu uso. Afinal, a publicidade invisível pode ser mensurada em detalhes e seus resultados orgulhosamente apresentados. E por isso é um segmento que se expandiu. A publicidade invisível é praticamente igual à publicidade normal, mas com uma enorme diferença, ninguém a vê.
Essa modalidade de comunicação acontece por vários motivos: quando as mensagens passam desapercebidas por falta de uma ideia original que chame a atenção; ou por não ter uma verdade e relevância atrelada à mensagem; ou por produção ou até mesmo pela veiculação em algumas bolhas de audiência que dão uma falsa impressão que todo mundo viu. Só que não. É aquela campanha que foi sem nunca ter sido.
Seja como for, é preciso ficarmos atentos à publicidade invisível. Hoje é notório que muitas marcas incríveis e reconhecidas uns anos atrás estão investindo tanto nesse tipo de comunicação que os seus objetivos estão sendo alcançados com sucesso. Não estão sendo mais lembradas na vida real. Na vida das pessoas. Sim, a vida das pessoas importa.
Essas marcas falam o tempo todo, se comunicam sobre qualquer assunto, opinam sobre tudo. Mas, apesar de todo seu esforço e dedicação, praticamente não são vistas, ou melhor, não são percebidas. Veja, a publicidade invisível vai bem nos relatórios de audiência e pode provar ser efetiva em números. Mas nem tudo são números. Comunicação é antes de tudo percepção. E há que se ter muita coragem hoje para não se colocar a mensuração de qualquer coisa acima de uma percepção humana e um bom senso sobre marca e resultados de venda. Se não concorda, experimente fazer uma planilha de quanto você ama alguém e apresente. Depois me conta o que aconteceu.
O brasileiro adora criatividade, ainda mais em publicidade, e tem o costume de escutar e prestar atenção quando alguém tem um bom argumento que lhe toca, uma história que ele percebe ser relevante e interessante. E percepção não é tão direta quanto um clique. Mas por outro lado robôs também não sonham ou sorriem, não é mesmo?
É importante, para quem faz a indústria da comunicação, identificar a existência da publicidade invisível e tentar diminuir a sua influência e frequência. Essa invisibilidade de marca pode acabar prejudicando empresas com eventuais problemas de imagem. Quando mais precisam de um colchão de reputação para amortecer uma queda, não encontram nada. A bolha estoura e ninguém ouviu falar.
Além de perda de valor de companhias inteiras. Afinal, só uma boa marca, viva, vibrante e visível é capaz de se manter por anos de estrada. A publicidade visível requer um trabalho tremendo por todos os envolvidos, já que para criar, aprovar, produzir e veicular ideias originais são precisos argumentos e dedicação de horas de trabalho a mais que tiram o sossego de todos. Mas que, no final, dão um efeito único.
Flavio Waiteman é CC0-founder da Tech and Soul
flavio.waiteman@techandsoul.com.br
do Propmark
segunda-feira, 1 de agosto de 2022
Total de brasileiros ocupados subiu 5,3 milhões
O número de brasileiros ocupados chegou ao recorde de 98,3 milhões em maio deste ano, o que representa alta de 5,3 milhões em relação a dezembro de 2018, quando esse total somava 93 milhões, segundo o IBGE. A marca nunca antes atingida pelo Brasil foi muito comemorada pela equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro, que já dá como certo superar 100 milhões de pessoas ocupadas durante a campanha.
Salário maior
O salário médio na contratação também disparou 24% nesse período, passando de R$1.531 em 2018 para os R$1.898 de maio deste ano.
No caminho certo
Se o número de brasileiros ocupados disparou, o de desempregados segue em queda e baixou para 9,3%, a menor taxa desde 2015.
Reconhecimento
Os resultados refletem melhora na economia, que fez até mesmo o FMI revisar a previsão de crescimento do PIB brasileiro de 0,8% para 1,7%.
Gigantes americanos
Enquanto o Brasil surpreende repetidamente o mundo com a pujança da economia, EUA estão em recessão técnica com 2º trimestre de retração.
Da Coluna do Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
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