É preciso estarem sempre embriagados. Aí é que tudo está: esta é a única questão. Para não sentirem o horrível fardo do Tempo que lhes quebra os ombros e recurva o dorso, precisam embriagar-se sem trégua.Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à sua guisa. Mas embriaguem-se.E se, de vez em quando, vocês acordarem na escada de um palácio, na relva verde de uma vala ou na morna solidão do seu quarto, tendo a embriaguez já diminuído ou desaparecido, perguntem ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntem que horas são, e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio, responder-lhe-ão: “É hora de embriagar-se! Para não serem escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem parar! De vinho, de poesia ou de virtude, à sua guisa”.
Charles Baudelaire, O Esplim de Paris: Pequenos poemas em prosa. Ed. Martim Claret. Tradução de Oleg Almeida.
do blog sopa de poesia
Um blog leve, solto, bem humorado, mas às vezes contundente, com informações sérias, informações nem tão sérias assim e tudo mais que der na cabeça desse blogueiro, postar.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
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