O Brasil tem fama de país sem memória. Deve ser verdade.
O brasileiro lida com o seu passado como um garçom de lanchonete.
O sujeito é capaz de guardar um lote de pedidos sem anotá-los.
Memória prodigiosa? Não. O bom garçom é um mestre na arte de esquecer.
Só retém o essencial. Apaga de suas sinapses o que já não lhe é útil.
O famigerado AI-5 está fazendo aniversário. Quarenta anos.
Tinha tudo para passar à história como um passado que não passa.
No entanto, o país o trata como se ele não tivesse existido.
82% dos patrícios ignoram completamente o Ato Institucional nº 5.
Esquece-se que lembrar é, por vezes, tão essencial à vida quanto esquecer.
Não é à toa que Joaquim Nabuco criou a Nossa Senhora do Esquecimento.
"Notre Dame de l'Oubli", eis como ele a chamava, assim, em francês.
A santa do esquecimento protege os deserdados da história.
Permite que protagonistas de um passado sujo desfilem pelo presente com prontuários limpos.
Muitos deles estão aí mesmo, ao lado de Lula, posando de heróis da resistência.
Se você não quer bancar o garçom de lanchonete, convém inteirar-se.
Pressionando aqui, chega-se ao áudio da reunião que mergulhou o Brasil nas trevas.
Escrito por Josias de Souza às 23h29
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